Quando viver não é bom

Seguindo a linha de posts desse blog, vou comentar um fato bastante interessante que me veio à mente depois de sair com alguns amigos.

Hoje, estava voltando para casa quando alguns amigos me pediram para passar em uma lanchonete para que pudéssemos conversar. Eles estavam bastante irritados com diversos fatos do trabalho e reclamavam bastante de como as coisas estavam acontecendo nesse ambiente.

Durante essa conversa fiquei bastante intrigado com o fato, pois as reclamações estavam fora do normal, não eram apenas reclamações rotineiras, sem razão. Durante essa conversa diversas vezes perguntava-lhes o porquê de tanta raiva e pedia-lhes para se acalmarem. Lembro-me que os deixei em casa um pouco melhores, mas ainda notava em seus semblantes o fato de não estarem bem.

Enquanto voltava para casa vim pensando  no fato e analisando inclusive a minha vida, vim pensando que apesar de estar bem no meu trabalho, na minha família e de modo geral em todos os ambientes que estou freqüentando, sinto meio que uma inquietação que não estava conseguindo explicar até poucos momentos atrás. Agora a pouco me veio uma possível resposta para minha inquietação e para o que eu acho ser o verdadeiro motivo da tristeza desses meus amigos.

Desde há muito tempo somos acostumados a muitas vezes fingir o que não somos para podermos conviver em sociedade, vivemos como verdadeiros atores representando a toda hora. Somos ao mesmo tempo o funcionário exemplar, o aluno interessado, o namorado atencioso e o filho compreensivo. Acontece que com tantos papéis assim esquecemos-nos de sermos nós mesmos, de berrar quando não estamos bem, de chorar quando nos dá vontade, de mandar aquela pessoa “catar coquinhos” (para não dizer outra coisa) naquele momento de maior pressão.

Com isso, penso que viver passa a ser um verdadeiro “pé no saco”. Lembro-me agora de uma música que já ouvir diversas vezes que diz: “…um dia super, uma noite super, uma vida superficial…”. Começamos vivendo apenas um momento de superficialidade, uma noite ,depois evoluímos para um dia,e quando menos percebemos estamos vivendo uma vida superficial.

Acredito que como disse bugos em seu último post, devemos curtir a vida intensamente aproveitando bem cada momento dela e dessa maneira procurar ter em nossas vidas menos superficialidade para que viver passe novamente a ser bom.

4 Respostas para “Quando viver não é bom”

  1. vrido Disse:

    uma solução tão simples para um problema tão complexo?
    o que seria curtir a vida intensamente?

    estou cansado desse complexo de carpe diem.

    []s

  2. bugos Disse:

    não lembro de ter dito para “curtir a vida intensamente”, muito pelo contrário, existe um texto em meu último post q rechaça aquele q pauta sua vida em conselhos do tipo “curta a vida” =P

    concordo com vrido sobre o complexo do carpe diem.

    []s

  3. filosofodovazio Disse:

    Quando digo curtir a vida intesamente, me refiro a não torná-la superficial. Ser você mesmo, não deixando que aquele moemnto da sua vida seja apenas um momento vivido.

    []’s

  4. dario Disse:

    Cara gostei do texto,é o tipo de coisa que a gente passa muito tempo pensando sobre o assnto.

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