Li certa vez um auto-ajuda transvertido em romance, em minha opinião, chamado “Para onde foi meu futuro?!“. Confesso, gostei (apesar de não agradar mais o meu paladar intelectual hoje em dia)! Como tinha especificado em letras menores o público alvo, 17 anos, fui presenteado, em uma data não comemorativa, com este livro por possuir o atributo que me incluía nesse grupo. Mas o que chama a atenção é a pergunta do título. Será que é preciso saber onde se estará daqui a dez anos?
O que pode ser mais interessante? Será viver o presente pensando futuro, ou viver um futuro nostálgico? Curtir as brincadeiras de infância com os filhos, conversar com os amigos, fotos, entre outras coisas sempre são boas oportunidades para dar asas à nostalgia. Planejar uma viagem para que esta seja inesquecível é tentar controlar, de certa forma, o futuro.
Um balanceamento de vontades pode ser o ideal. Mas com o tempo tornamo-nos imediatistas. Queremos ver as coisas acontecendo na hora e lugar que queremos que aconteçam. Tenta-se controlar o futuro, mudar as coisas de lugar esperando que a batida da asa da borboleta (alguma atitude que fazemos) faça o caos que é desejado do outro lado do mundo (o resultado que queremos).
Em uma das obras de Chico Buarque existe um trecho que diz que queremos ter voz ativa e no nosso destino mandar, mas por sua vez chega a roda viva e manda o destino pra lá. Não podemos controlar esse tal de destino. Não posso prever se existirá saúde no dia seguinte pra que eu levante da cama e enfrente mais um dia de trabalho. Não podemos saber se quem está no poder nose deixará continuar a agir amanhã da forma que estamos agindo hoje.
Enquanto não descubro se viverei um presente do passado ou um presente pro futuro, vou deixando a vida me levar (como diria meu amigo Vrido: “Clichê detected!”) vivendo apenas o presente. Revolucionar a cada dia toda e qualquer teoria de como se deve viver (algumas coisas contra o Carpe Diem) contradizendo um dia em que vivemos contra cada outro. O desejo era de poder transmitir ao final desse post alguma mensagem que penetrasse na mente do leitor de forma a permitir que este saísse com respostas e não perguntas (talvez até usar frases prontas de outros autores, o que não falta são pessoas que dizem saber como se vive bem). Mas me lembro que “pra fazer a revolução a gente precisa mais do que uma frase de efeito”. Então, acho que meu papel foi feito por hoje.
E que se dane o destino!