O filme sobre a sua vida

Outubro 18, 2008

Recentemente li sobre o lançamento da biografia de Warren Buffet, o maior investidor de todos os tempos. Achei interessante, li alguns trechos que me fizeram enxegar os fatos de um ponto de vista diferente. Alguns trechos me tocaram.

Sou rico e todos querem saber de minha vida.

Sou rico e todos querem saber de minha vida.

Porém, o detalhe que me fez refletir naquele dia não foi o Warren Buffet. Foi a biografia em si. Foi o fato daquelas lições de vida fazerem sentido pra mim, foi o fato de ter me despertado interesse na vida de alguém que não tem a menor ligação comigo. Foi o fato de querer conhecer uma história de vida inspiradora.

Uma biografia relata fatos importantes e interessantes da vida de uma pessoa, mesmo que importância e interesse sejam coisas meramente relativas. Apesar da relatividade dos fatos, neste momento existem milhares de pessoas tentando conhecer a vida de alguém que admira, que inspira.

O tema “biografia” pairou sobre meus pensamentos. Rapidamente os pensamentos se tornaram reflexões, questionamentos.

Levando-se em conta a relatividade comentada anteriormente, o que faz da vida de alguém algo inspirador? Quanto dinheiro é necessário ganhar para que as pessoas se interessem pelo seu passado, ou por um acontecimento de sua infância? Quantas batalhas é preciso vencer, para ser um exemplo motivacional?

O ponto que eu parei, ainda não foi este. As perguntas que me fiz faço aqui para você, caro leitor.

Sua vida, é inspiradora? Você se interessaria em sua própria biografia?

Pense, imagine. E se algum grande cineasta resolver fazer um filme sobre você? Um filme sobre a sua vida.

Qual gênero ele seria? Drama? Comédia? Ação ou aventura?

Faria você perder o fôlego?

Seria intenso, você iria querer não perder um segundo sequer? Ou seria um sonolento documentário preto-e-branco?

Seria talvez, apenas um emaranhado de acontecimentos? Um filme clichê?

clichê detected?

clichê detected?

Quais histórias você não poderia deixar de contar? Quais lições aprendidas com seus erros você faria questão de ensinar?

Os melhores filmes foram construídos a partir do sonho de seus idealizadores e da perseverança de seus realizadores. Apresentam enredo envolvente, uma boa ambientação, bons atores que sabem realizar o seus papéis. São inúmeras as variáveis que podem determinar o sucesso ou o fracasso de um filme. Acredito que a principal delas é a direção.

O que é um filme sem diretor? O que você acha  de assistir um filme dirigido por alguém que não sabe o que dizer, que não sabe para onde ir? Confuso, inconsistente, sem pulso, indeterminado. Um cara que não doma sua própria história. Que se deixa dominar. Que navega à deriva.

Já ouvi dizer que perto de morrer vemos um filme de nossa vida. Neste filme, o diretor é você. Você adiciona ou retira cada elemento do seu filme. Você põe cor, ou borra o preto-e-branco. Torna tudo coerente, ou confunde o espectador. Determina os rumos da história, ou simplesmente se deixa levar.

Para todas as perguntas que me fiz, as respostas que dei (ou a falta delas) me fizeram acreditar que talvez eu ainda não esteja pronto pra ver o filme que eu gostaria de assistir. Na verdade, assim como um diretor perfeccionista, passarei o resto de minha vida correndo atrás da perfeição, nunca estarei pronto.

Mas um dia, terei que encarar assim mesmo. Pior, esse dia pode ser amanhã. Ou hoje. Te incomoda isso?

A mim incomoda. Acredito que o papo carpe diem já está saturado. Na verdade falo da minha necessidade de domar os meus dias, a minha biografia, fazer tudo que eu sonhei convergir para a minha história. Juntar os sonhos com a capacidade de alcançar objetivos. O carpe diem, essa questão de aproveitar ou não o dia, faz parte apenas da minha preparação para o grand finale.

eu como adrenalina todo dia no meu café da manhã

eu como adrenalina todo dia no meu café da manhã.

Uma coisa eu digo: meu filme vai ser do caralho. Talvez um dia eu escreva uma biografia, ou edite um filme, e você irá concordar comigo. Mas eu lamento, meu caro, a versão do diretor e sem cortes será exibida em sessão única. E nesta estréia apenas eu tenho convite.

E para você, suas respostas (ou a falta delas) às minhas perguntas te dizem alguma coisa? Tu isso faz algum sentido? Tente imaginar, e enfim responda com convicção:

Qual o filme você gostaria de assistir no segundo que antecedesse seu ultimo suspiro?


Quando viver não é bom

Outubro 17, 2008

Seguindo a linha de posts desse blog, vou comentar um fato bastante interessante que me veio à mente depois de sair com alguns amigos.

Hoje, estava voltando para casa quando alguns amigos me pediram para passar em uma lanchonete para que pudéssemos conversar. Eles estavam bastante irritados com diversos fatos do trabalho e reclamavam bastante de como as coisas estavam acontecendo nesse ambiente.

Durante essa conversa fiquei bastante intrigado com o fato, pois as reclamações estavam fora do normal, não eram apenas reclamações rotineiras, sem razão. Durante essa conversa diversas vezes perguntava-lhes o porquê de tanta raiva e pedia-lhes para se acalmarem. Lembro-me que os deixei em casa um pouco melhores, mas ainda notava em seus semblantes o fato de não estarem bem.

Enquanto voltava para casa vim pensando  no fato e analisando inclusive a minha vida, vim pensando que apesar de estar bem no meu trabalho, na minha família e de modo geral em todos os ambientes que estou freqüentando, sinto meio que uma inquietação que não estava conseguindo explicar até poucos momentos atrás. Agora a pouco me veio uma possível resposta para minha inquietação e para o que eu acho ser o verdadeiro motivo da tristeza desses meus amigos.

Desde há muito tempo somos acostumados a muitas vezes fingir o que não somos para podermos conviver em sociedade, vivemos como verdadeiros atores representando a toda hora. Somos ao mesmo tempo o funcionário exemplar, o aluno interessado, o namorado atencioso e o filho compreensivo. Acontece que com tantos papéis assim esquecemos-nos de sermos nós mesmos, de berrar quando não estamos bem, de chorar quando nos dá vontade, de mandar aquela pessoa “catar coquinhos” (para não dizer outra coisa) naquele momento de maior pressão.

Com isso, penso que viver passa a ser um verdadeiro “pé no saco”. Lembro-me agora de uma música que já ouvir diversas vezes que diz: “…um dia super, uma noite super, uma vida superficial…”. Começamos vivendo apenas um momento de superficialidade, uma noite ,depois evoluímos para um dia,e quando menos percebemos estamos vivendo uma vida superficial.

Acredito que como disse bugos em seu último post, devemos curtir a vida intensamente aproveitando bem cada momento dela e dessa maneira procurar ter em nossas vidas menos superficialidade para que viver passe novamente a ser bom.


Síndrome da Fofolete do Cão

Outubro 2, 2008

Hoje aconteceu ao nosso “incrível grupo de vadios” um fato interessante. Um dos nossos integrantes foi acometido por uma síndrome que há muito vem assolando em todo o mundo, a Síndrome da Fofolete do Cão.

Para que vocês entendam essa síndrome, vou começar explicando o significado dos termos que formam o seu nome.

Fofolete- Bicho de pelúcia sendo tratado muitas vezes como um filho, com toda a atenção necessária.

Cão – Bom pessoal, Cão acho que todos sabem o que significa. Tratamos cão aqui como um termo referenciando os animais pertencentes a éspecie canina.

Depois dessa breve explicação do nome dessa síndrome podemos continuar a nossa história. Hoje, estávamos nós no intervalo quando o nosso amigo chega e comenta com a gente: Aquela nossa colega de sala (omitiremos o nome do ser referenciado por nosso colega devido às questões morais e éticas como foi visto em sala de aula hoje) é bonita, todos acham que ela é feia, mas ela é bonita. Depois desse comentário logo constatamos que ele tinha sido infectado por essa síndrome e retrucamos dizendo para ele: Amigo saia dessa você não está vendo que essa menina é horrível cara. Olhe só o seu corpo, seu rosto e até mesmo a sua voz é irritante. Não teve jeito caros leitores, não conseguimos convencê-lo e livrá-lo dessa infecção.

Na volta da faculdade para casa começamos a discutir a grave síndrome que tinha infectado o nosso amigo, começamos a buscar as causas para podermos entender melhor essa doença e a partir de então buscar uma cura. Foi aí que começamos a retroagir até as origens da síndrome e descobrimos algo extremamente grave. Essa síndrome infecta todas as pessoas, principalmente do sexo masculino, e não possui um antídoto capaz de curar totalmente o ser acometido por ela. Na verdade, depois de infectados, conseguimos apenas adormecê-la em nosso organismo e a qualquer hora ela pode acordar. Percebemos após essa discussão que todos nós já formos atacados por uma fofolete do cão. Um dos nossos companheiros ofereceu uma tese bastante plausível para entendermos como esse ser que tanto nos causa ojeriza vem a nos atacar. Ele disse o seguinte: “Normalmente as fofoletes do cão atacam em locais que costumamos ficar vulneráveis como shows e boates devido ao excesso de álcool no sangue que nos faz deixar de prestar atenção a todos os detalhes. Quando estamos nesse local e somos abordados pela fofolete não pensamos muito em observá-la antes de ser atacado por ela, costumamos pensar apenas que vamos aumentar o nosso currículo, pensamos que essa é mais uma chance de nos darmos bem e com isso então o inevitável acontece: somos atacados pelas criaturas mais repudiadas em se tratando de mulheres”. Outra situação em que nos encontramos bastante vulneráveis a essas criaturas é quando levamos um “chute na bunda” de uma ficante ou namorada nossa, ou seja, quando estamos curtindo a famosa dor de cotovelo, quando estamos na fossa.

As fofoletes do cão são tão famosas que até letra de música viraram, todos já detectaram a existência dessas criaturas mas ninguém consegue deter a sua força aterrorizadora.

Após analisarmos com toda cautela possível as causas dessa síndrome e como se é infectado por ela estamos buscando agora um antídoto para que ela não se alastre pela nossa cabeça e nos faça agir sem pensar no que estamos fazendo. Queremos encontrar urgentemente alguma maneira de livrar o nosso amigo das garras de uma Fofolete do Cão. Espero que nós encontremos logo uma solução para isso.


Sobre a origem

Setembro 30, 2008

De repente deu-se a idéia:
- Vamos fazer um blog! Precisamos registrar as merdas que falamos!!

e foi quase um big bang.

quase um big bang

Não demorou e veio uma afirmação carregada de preconceito:
- Será hospedado no WordPress!

Deu-se inicio à uma discussão:
- Não! Blogspot é muito melhor!
- Não, não, não! Tem que ser no WordPress.

E um terceiro indivíduo carregado de sarcasmo em sua voz interfere:
- Vrido, qual o motivo de sua convicção pelo WordPress?

[elitismo]

- BlogSpot é coisa de viadinho “miguxo” que tem diário pra falar como foi o dia pros “MiGuXiNHuNsSs”. É coisa de viado!

[/elitismo]

- Ei pô, eu tenho um blog lá… É melhor pra colocar AdSense!

- Para de pensar em dinheiro, porra!

- VIADO!

Há um mito de que, quem vos fala já teve blog pelas bandas de lá.

E só pra não esquecer…

- SEU VIADO!

vrido, semeando a discórdia no bueirando.